TRABALHOS CIENTÍFICOS
Pibid/Sociologia e ProEMI: Experiência vivenciada na EEEM Severino Cabral
(José
Wilton de Freitas Ramos; Priscylla K. O. Silva; Silmara S. Alves; Suziane S. Albuquerque)
Palavras-Chave: Ensino médio inovador, Pibid, sociologia,
organização curricular, macrocampo
Introdução: Em 7 de julho de 2006 o parecer º38/2006
do Conselho Nacional de Educação, foi aprovado dispondo sobre a inclusão obrigatória
da disciplina Sociologia como componente curricular do Ensino Médio em todo o território
nacional. Esse foi um momento histórico, pois marca o retorno da disciplina após
quase quarenta anos de exclusão dos currículos escolares, além de contribuir com
conhecimentos necessários ao exercício da cidadania para os alunos. Contudo, esse
fator representa também vários questionamentos/indagações para a prática docente
em Ciências Sociais: como lecionar? Quais conteúdos ensinar? De que forma? Quais
os objetivos?
A
introdução da Sociologia no ensino médio reflete significativamente na formação
dos jovens que vivenciam momentos históricos e de intensas transformações sociais,
além da crescente incerteza quanto ao futuro e à ciência produzida no século que
passou. Por meio de conteúdos fundamentados em pesquisas empíricas, conceitos e
teorias explicativas, a Sociologia marca presença nas escolas e cumpre a finalidade
de construir um conhecimento sociológico crítico.
O ProEmi (Programa Ensino Médio Inovador) defende uma organização curricular que ofereça condições para que sejam efetivadas as finalidades do ensino médio preconizadas no Art. 35 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB, Lei 9394/96 que visa o aprofundamento do conhecimento adquirido no ensino fundamental; uma preparação básica para a cidadania do educando, como também o aprimoramento da sua formação ética e do pensamento crítico; e a compreensão dos fundamentos científicos-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria a prática. Nessa perspectiva, o PIBID/Ciências Sociais tem papel fundamental contribuindo tanto para a formação dos licenciados que tem a oportunidade de vivenciar desafios e dilemas da profissão, como também para os estudantes do ensino médio e a consolidação da disciplina Sociologia no ensino médio.
OBJETIVOS
Geral: Relatar a implantação do Programa
Ensino Médio Inovador (ProEMI) na Escola E. E. M. Severino Cabral, bem como a real
capacidade da escola para acolher esse modelo de ensino.
Específicos:
* Relatar as experiências visualizadas
durante o processo de implantação;
* Discorrer
a cerca da importância do programa;
* Apresentar
a relação entre o PIBID e o ProEMI na escola.
Dificuldades
encontradas:
*
A exclusão do macrocampo Participação Estudantil;
*
A escola não tem estrutura física e material para atender o ProEMI;
*
Desinteresse do alunado com a disciplina Sociologia;
* A
curta carga horária para a disciplina de Sociologia estabelecida no Estado da
Paraíba.
Ações/
Metas
Ações
desenvolvidas em 2012:
* Estudo dos documentos do MEC e da
Secretária de Educação da Paraíba acerca do Ensino Médio Inovador;
*
Aula inaugural com apresentação do Ensino Médio Inovador;
*
Apresentação dos bolsistas e do projeto PIBID aos alunos da escola;
*
Participação na reunião do Projeto Político Pedagógico da escola;
*
Participação na vivência escolar, na qual foi adquirida experiência acerca do
magistério.
* Realização
de questionários com alunos, professores e gestores para a pesquisa diagnóstico
sobre a escola.
Metas 2013: As metas previstas para
o ano de 2013 estão voltadas para a inserção do macrocampo Participação Estudantil,
como um incentivo para a juventude. Neste caso temos como planejamento para a implantação
deste macrocampo as seguintes atividades:
* Formação de um parlamento escolar através do projeto: “PARLAMENTO ESCOLAR
–POLÍTICA E PARTICIPAÇÃO ESTUDANTIL PARA O DESENVOLVIMENTOS DA ESCOLA”;
*
Capacitar os alunos a respeito do parlamento;
*
Despertar o senso crítico e democrático dos alunos;
*
Verificar possibilidade de convênio com a Câmara Municipal para que seja criada
uma câmara Escolar;
*
Oficinas de Cordel e Dança;
* Formação de um grupo
de leitura.
Considerações Finais: As disposições legais
sobre o ensino médio deixam clara a importância da educação geral como meio de preparar
para o trabalho e formar pessoas capacita as à sua inserção social cidadã, de se
perceberem como sujeitos de intervenção de seu próprio processo histórico, atentos
às transformações da sociedade, compreendendo os fenômenos sociais e científicos
que permeiam o seu cotidiano, possibilitando, ainda, a continuação de seus estudos.
O ProEMI acredita em uma nova organização curricular e pressupõe uma perspectiva
de articulação interdisciplinar, voltada para o desenvolvimento de conhecimentos-saberes,
competências, valores e práticas. O desenvolvimento de novas experiências curriculares
estimula práticas educacionais significativas e permite que a escola estabeleça
outras estrtégias na formação do cidadão emancipador e, portanto, forme um indivíduo
intelectualmente autônomo, participativo, solidário, crítico e em condições de exigir
espaço digno na sociedade e no mundo do trabalho.
O PIBID/Ciências Sociais e a disciplina
de Sociologia são agentes que contribuem para que os resultados propostos pelo,
ProEMI, sejam alcançados enão só isso, que tenham qualidade e sejam significativos
para a formação do corpo discente da escola.
Através do subprojeto PIBID na área
de Ciências Sociais, tendo como referencial as diretrizes do ProEMI, se buscará
a integração com ouros PIBID's atuantes na mesma escola de modo que se possa promover
a interdisciplinariedade e transdisciplinariedade entre os macrocampos.
Levando em consideração que além de ter grande importância didática a sociologia pode formar profissionais e cidadãos com condições de se conduzir de forma autônoma tanto moral como intelectualmente.
Referências:
BRIDI, Maria Aparecida. ARAÚJO,
Silvia Maria. MOTIM, Benilde Lenzi. Ensinar e aprender Sociologia no ensino
médio. São Paulo: Contexto, 2009.
BRASIL.Ministério
da Educação. Secretária de Educação Básica. Programa Ensino Médio Inovador: Documento
Orientador. 2011.
BRASIL.
Secretária de Estado da Educação. Programa Ensino Médio Inovador. João Pessoa–PB,
2012.
BRASIL.
Ministério de Educação e Cultura. LDB-Lei nº9394/96, de 20 de dezembro de 1996.
Estabelece as diretrizes e bases da Educação Nacional. Brasília: MEC, 1996.
BRASIL.
Programa Ensino Médio Inovador–Documento Orientador, Ministério da Educação, Setembro,
2009
BRASIL. Matriz de Referência para o ENEM 2009 - Ministério da Educação, Maio de 2009.
RELATÓRIOS
REUNIÃO DO SEVERINO
CABRAL
28/08/2012
Reuniram-se hoje às 14 horas a turma do PIBID/SOCIOLOGIA/CH atuando na Escola de Ensino Médio Severino Cabral.
Local: Sala de Reunião dos Professores da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Severino Cabral – Bairro de Bodocongó.
Compareceram a reunião além do
Supervisor Professor José Wilton de Freitas Ramos e do Coordenador, Professor
Severino J. de Lima do CH/UFCG; alunos/as bolsistas do PIBID
HISTÓRIA/UFCG/CH acompanhados da
Professora Supervisora do Programa na
E.E.E.F.M. Severino Cabral. Participaram
também da reunião os seguintes alunos/as bolsistas do Subprojeto PIBID
Sociologia: Priscylla Karlla de O. Silva; Silmara Silva Alves; Suziane Silva Albuquerque; Morganna May Silva Monteiro Lima; Rosalina da Silva Cunha.
A reunião foi iniciada
com a apresentação dos participantes. Em seguida, a Professora de História
acima referida apresentou aspectos do Diagnóstico que os 07 alunos/as da
Licenciatura de História da UFCG já estão fazendo e isto levou o grupo a pensar
em outra reunião para se planejar a feitura do diagnóstico escolar.
Sugestões:
1. Diagnóstico e Prognóstico Escolar:
- Levantamento de aspectos mais gerais e históricos tais como história da Escola, localização geográfica. Também instalações físicas e infraestrutura de ensino e aprendizagem (ginásio de esportes, áreas livres, auditório, salas para laboratórios equipados, biblioteca informatizada, áreas para atividades extracurriculares, jardins e praças internas e externas, cozinha industrial, cantina e salão para merenda escolar, pátio da recreação, horta escolar e acessibilidades etc.). Além disso, os/as alunos/as estão levantando: Aspectos estatísticos como índices de evasão, repetência/reprovação; ideb; distorção de idade/ano de escolarização; entre outros; gestão escolar (modelo de gestão, novas institucionalidades e controle social; espaços democráticos e índices de participação), recursos financeiros administrados pela escola e sistemas de cobrança e transparência na aplicação dos recursos e nos resultados;
- Recursos humanos: perfis dos gestores e perfil dos funcionários técnico-administrativos por função, sexo, idade e escolaridade; ambiência e relações no trabalho; vínculos empregatícios, rendimentos e condições de trabalho; grau de satisfação da categoria e direitos sociais; etc.
- Quadro docente: dados quantitativos / perfil por escolaridade/formação, idade, sexo, estado civil; plano de carreira e salários; condições de trabalho; grau de satisfação profissional e aspectos do ambiente de trabalho; problemas enfrentados pela categoria e alternativas de superação;
- Corpo discente: quantidade de alunos por série, idade, sexo, renda, ocupação, estado civil, naturalidade, religião e etnia.
- Organização e participação estudantil: formas de organização e processos organizativos: conselhos, grêmio, COM – VIDA, times esportivos, grupo de jovens; grupos culturais (bandas, corais, teatro, cineclube; capoeira, sarau). Cooperativa escolar, grupos de produção, etc.
- Percepção dos alunos e alunas quanto à escola e ao serviço prestado: problemas percebidos, críticas, sugestões e alternativas;
- Descrição dos tipos de serviços e como funcionam:segurança; assistência estudantil: social. psicológica, medico e odontológica; apoio pedagógico e orientação escolar e vocacional; merenda e transporte escolar; material, fardamento e livro didático e etc.; Grau de satisfação dos alunos: que escola temos e que escola queremos; tipo e qualidade de ensino; relação direção escolar X aluno; relação professor X aluno; outro questões a considerar quanto aos fatores limitantes e possibilidades/ alternativas de melhoria do ensino/ de elevação da autoestima e de um ambiente escolar respeitoso e edificante de pessoas humanas;
- Quem são os nossos alunos; origem social; perspectivas e visão de futuro que aspiram; limites e possibilidades que a escolaridade oferece dentro dessa perspectiva e visão de futuro;
- Diagnóstico da disciplina: percepções que alunos e professores têm sobre a disciplina na educação básica; programa de trabalho por série: unidades temáticas e conteúdos, metodologia: material e procedimentos didáticos; dificuldades que alunos enfrentam na recepção e no trabalho com os conteúdos curriculares oferecidos; condições de ensino e de trabalho do professor de sociologia; oportunidades e potencialidades; problemas/entraves; avaliações e acompanhamento do processo de ensino - aprendizagem; experiências que merecem ser destacadas; análise/avaliação do livro didático e de outros materiais.
2. Propostas:
· Formas de apresentação dos resultados à
comunidade escolar; debater problemas e identificar e construir alternativas.
· Agenda de Trabalho do Grupo e a sua
compatibilização com o programa de atividades dos bolsistas preconizado no
Projeto PIBID Sociologia.
3.
Outros Aspectos sobre a Dinâmica da Reunião:
3.1. Um aspecto interessante da reunião foi o diagnóstico da
entrada do Projeto Ensino Médio Inovador na Escola. Não houve um seminário de
capacitação da comunidade escolar sobre este Projeto. Não há ainda um consenso
do que seja ensino médio inovador: o próprio pessoal da própria Secretaria de
Educação do Estado não se apresenta com muita clareza quanto aos objetivos;
estratégias e alcances transformadores da Proposta; não houve planejamento; não
há estrutura se quer física para implantar tal proposta e cada professor foi
lendo o que encontrou sobre o assunto para se inteirar do Projeto. Não se tem
se quer consenso ou compreensão do que seja Macrocampos e muitos professores
confundem-no com Projetos. A gravidade dessa forma de recepção da proposta pela
comunidade escolar pode ser traduzida na falta de compreensão de sua estratégia
voltada para a reestruturação curricular do Ensino Médio. E isso pressupõe o
seguinte prognóstico em termos de senso comum construído entre pares dessa
comunidade escolar: “com ou sem Ensino Médio Inovador a escola continua a
mesma, e em termos do alunado muitos alunos estão emigrando para o ensino
regular noutra escola ou para o turno da noite”. Em função de tais assertivas,
o grupo do PIBID decidiu realizar uma leitura dos documentos abaixo sobre
“Ensino Médio Inovador” já que Coordenador do Subprojeto tinha providenciado
cópias para os participantes, de forma que no próximo encontro da Equipe PIBID
Sociologia do Severino Cabral fosse discutido e debatido o tema; de maneira que
todos os participantes não só se apropriassem dos conteúdos e desafios dessa
Proposta, bem como, construíssem consenso sobre o mesmo, e assim, todos pudessem
falara mesma linguagem e perseguissem os mesmos propósitos quando o assunto
fosse “Ensino Médio Inovador”.
3.2. Na reunião a professora de História supracitada ainda falou
de atividades extracurriculares da escola, como os Jogos Estudantis, que iam
ocorrer ainda nesta semana, momento de acompanhar o evento, já que era assunto
para pesquisa diagnóstica sobre a Escola. Falou ainda da necessidade de se está
presente nos momentos de refeições; de recreação para se captar os problemas de
infraestrutura a partir da vivência dos alunos e a da forma como eles percebem
e compreendem tais problemas vivenciados. Também foi falado em outros espaços e
momentos de vivências escolares (hora do recreio, hora do lanche, hora do
almoço, uso da biblioteca e...) e os problemas enfrentados tais como relação
entre pares; segurança; falta de espaço para atividades; falta de professor e o
próprio fato de que cerca de 51% dos professores tem contrato de trabalho
temporário; fato este que pode dificultar se pensar um projeto de médio e longo
prazo como é o “Ensino Médio Inovador”.
Falou-se ainda das Viagens Pedagógicas: exemplo mais recente foi a que
foi feita à Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru. Tal viagem
interpretativa da paisagem, da geografia, motivou a visitarão Polo de Confecções
e possibilitou leituras ou olhares, a depender de cada disciplina, á economia
local/regional e outros temas, incluindo a historiografia. Falou-se de uma
segunda viagem dessas á Olinda/Recife e nas quais os monumentos e sítios
históricos, os museus, a própria arquitetura, a paisagem e a geografia urbana;
a cultura em suas diversas manifestações materiais e simbólicas, etc. ,
permitiriam várias leituras e olhares. Também, o comércio e os serviços e
outras atividades econômicas suscitariam várias atividades de ensino –
aprendizagem. Com relação às várias atividades escolares e extraescolares, o
Coordenador do PIBID Sociologia e outros participantes concordaram que os
bolsistas tem uma carga de horário a cumprir na Universidade e 06/08 semanais
no PIBID/na Escola e assim sendo não podem está “em todas” e não podem ficar ”
atirando para todos os lugares e direções”. Também não seria papel dos
bolsistas substituir professor. Os/as bolsistas tem um programa de trabalho a
cumprir com seus objetivos, metas e produtos a serem alcançados. Daí a necessidade
da Pesquisa-diagnóstico sobre a escola e sobre o próprio ensino da disciplina,
para depois daí se pensar em estratégias e prioridades em sintonia com os
objetivos do PIBID expressos através do Subprojeto Sociologia. Então, se
deveria pensar em algo prioritário e que pudesse ser bem feito e
acompanhado/avaliado no sentido de resultados concretos a serem alcançados. O
importante seria, então, que a presença da equipe na Escola pudesse contribuir
de forma focada em certa problemática; mas que fosse significativa. Por outro
lado, ficou claro para o grupo nessa reflexão que ele não se imaginou sendo um
agente “salvador da pátria e que vai levar soluções”; já que possibilidade de
mudança é algo a ser feito; a ser construído e ser perseguido como projeto
coletivo, como experimento ou possibilidade de um fazer e de uma conquista
cooperativa, dialógica, solidária, e não como algo unilateral,” de cima para
baixo” ou algo que vem ” de fora”. Assim, a intervenção do grupo PIBID na
Escola deve ser encarada como via de mão dupla e na qual todos e todas saem
aprendendo e ensinando para se saber mais na transformação da realidade e da
qual cada um e cada qual é parte.
3.3. Com relação a uma viagem a Toritama, Santa Cruz e Caruaru,
por exemplo, e nesse entendimento do que seja o ensino-aprendizagem em
Sociologia, só teria sentido se,pelo menos os/as alunos/as estivessem estudando
Marx e o seu diagnóstico das sociedades capitalistas modernas; as condições e
as relações de trabalho próprias deste modo de produção; as formas de exploração
do trabalho; o trabalho à domicílio e por produção, a precarização do
trabalho na contemporaneidade e a
negação dos direitos trabalhistas e sociais; a extensão da jornada de trabalho
e a extração da mais-valia ou intensificação do ritmo de trabalho pela
introdução de tecnologia; a divisão social e sexual do trabalho; o
exploração da mulher e do menor; os contextos de exploração do trabalho através dos APL’s (
Arranjos Produtivos Locais ) e das cadeias produtivas; distritos industriais e
polos de desenvolvimentos e as
potencialidades locais/territoriais/regionais em termos de matérias primas
e de mão de obra barata ( fatores locativos de capitais e vantagens
comparativas); a guerra fiscal contemporânea; o papel do Estado: fomento,
crédito, capacitação, assistência técnica; infraestrutura, incentivos (
isenções ) fiscais; o Estado como
mercado para certos produtos e como
fomentador da demanda. Ou seja, no mínimo teríamos que estudar essas noções
básicas. Mas e, na sala de aula? Quais as vivências e experiências dos/das
alunos/as com o mundo do trabalho; o que é ser um ou uma aluno/a trabalhador/a
ou filho/a de um/uma operário/a da construção civil, da Prefeitura, da
Alpargatas, da catação de resíduos sólidos ou simplesmente de
trabalhador/trabalhadora desempregado/a? Qual é a percepção que têm desse
universo trabalho; das relações que ali se estabelecem ou são estabelecidas? E
tantas outras perguntas podem ser feitas; sobre o próprio sentido ou sentidos
que tem a escola e a escolarização para eles/elas. Aí, talvez sim, uma viagem
dessas tenha sentido em termos de uma pesquisa prospectiva ou exploratória; ou
simplesmente para que se verifique como as teorias e os seus conceitos podem
ajudar a se fazer uma análise/uma leitura do mundo concreto; da realidade
imediata e para se descobrir “que nem tudo é flores” ou “natural” como pode
parecer a primeira vista. Significa dizer que, uma viagem dessas é muito
importante, como instrumento pedagógico; como procedimento didático de
investigação desde que planejada e que cada aluno/aluna saiba exatamente o que
vai fazer lá e com propósito e no final que produtos e resultados se quer
alcançar.
3.4. A reunião do grupo prosseguiu com a discussão sobre o Projeto
Parlamento Escolar. O professor da Disciplina José Wilton apresentou em largas
pinceladas o Projeto e a partir de sua exposição se viu que estávamos tratando
do Macrocampo Organização Estudantil. Falou-se de melhor desenhar o Projeto e
relacioná-lo com o próprio Orçamento Democrático Escolar.Tal instrumento tem a
ver coma tarefa de exercício de democracia participativa, a qual deve envolver
todos os alunos e os demais membros da Comunidade Escolar. Tem em vista o
Controle Social dos Recursos Públicos que a escola administra, como os
programas da Merenda Escola, Dinheiro na Escola ou Caixa Escolar; e os Recursos
do próprio Projeto Ensino Médio Inovador. Relacionar isso com o Projeto
Parlamento Mirim, experiência feita pela Assembleia Legislativa da Paraíba. Isso
necessariamente pressupõe se trabalhar em sala de aula Estado de Direito
Democrático; a Constituição; regimes políticos e forma de governo; Democracia e
cidadania; Direitos sociais, civis e políticos e os remédios constitucionais;
instituições políticas brasileiras e o papel da representação política; o papel
e o funcionamento da Executivo e do Legislativo. Como funciona a nossa Câmara
Municipal, o nosso Poder Executivo Municipal? Também as chamadas NOVAS
INSTITUCIONALIDADES: conselhos, consócios, fóruns etc.
3.5. A reunião de trabalho terminou ás 17,40 minutos depois que
foram encaminhadas as tarefas da próxima reunião: ficou decidido que o grupo
“que chova que faça sol” se reunirá e estará presente na escola e em suas
atividades todas as terças feiras no turno da tarde. As tarefas para casa e
para a próxima reunião:
· Aprofundar e debater o tema “PROJETO ENSINO
MÉDIO INOVADOR”de forma que todos construam um entendimento do que seja o
Programa e possam falar a mesma linguagem e, a partir de tal consenso possam
compatibilizar as ações do Subprojeto PIBID Sociologia com as possíveis ações
no Macrocampo Organização Estudantil e com outros como Letramento. Já que faz parte dos princípios metodológicos
do ensino da Sociologia na Educação Básica contribuir com a escrita e a
leitura. Assim, os educandos e as educandas podem exercitar a leitura do mundo
e da palavra e se expressarem de forma a demonstrarem com desenvoltura a sua
autonomia moral e intelectual, conforme preconiza a psicologia piagetiana.
· Aprofundar e debater o Projeto Parlamento
Estudantil;
· Planejar a Pesquisa Diagnóstico da Escola e
sobre o ensino da Sociologia na mesma, incluindo o aprendizado teórico e prático
de analise do livro didático e de outros materiais.
· Agendar a execução dessa Pesquisa Diagnóstica e
executá-la como ações subsequentes.
(EEEF SEVERINO
CABRAL, 28 DE AGOSTO DE 2012)
IV Encontro de oficinas do Estadual da Prata
Relatório sobre o evento
Sistematização: Valéria Patrícia Araújo Silva, Bolsista do Programa Institucional de Iniciação à Docência - PIBID
Identificação: Estamos apresentando o relatório de participação na condição de público e visitante e enquanto bolsistas do PIBID/Sociologia da UFCG, no IV Encontro de Oficinas do Estadual da Prata, realizada no dia 28 de setembro de 2012, a fim de que seja apreciado pelos visitantes desse blog que acompanham os nossos trabalhos.
Descrevendo o evento: O evento IV Encontro de Oficinas do Estadual da Prata, como já dito, ocorreu no dia 28 de setembro de 2012. Foi iniciado com a solenidade de abertura ocorrida às 09h00min, no auditório da referida instituição de ensino. Abertura essa proferida pela professora Doutora Juciene Ricarte Apolinário, do departamento de História da UFCG. A palestrante iniciou sua fala enfatizando sobre a importância do patrimônio histórico e cultura para a sociedade. Apresentou o tema como algo que vive e está presente na nossa vida cotidiana, relatando a história de pessoas e momentos importantes da nossa história. A palestrante também ressaltou a importância da coletividade para um mundo sustentável, dando como exemplo a cultura indígena que tem como um dos seus símbolos os dedos das mãos cruzados, representando esta mesma coletividade.
Dando início ao "fazer pedagógico" de oficinas do evento, a professora Luiza da disciplina de português apresentou fotos dos alunos preparando o trabalho que tinha como tema os "estrangeirismos". De uma forma extrovertida e dinâmica, a professora e seus alunos, conseguiram passar sua mensagem para todos os ouvintes. Em seguida, as alunas do 2° ano, Luiza e Lorrana, apresentaram uma paródia da música "Pense em mim", mostrando a sustentabilidade como um fator decisivo para reverter à situação atual do meio ambiente. O curso Técnico de Secretariado apresentou um vídeo bastante dinâmico e divertido de como uma secretária não pode se comportar em seu estabelecimento de trabalho. O aluno do 2° ano, Matheus, declamou uma belíssima poesia sobre os Direitos da Criança. Em seguida, a dupla Brenda e Ruan apresentaram um resumo das dificuldades existentes na escola.
Às 10h30min, do mesmo dia, as bolsistas Valéria Araújo, Mary Elenn Campos Soares e Thayse Sonally Silva Porto se dirigiram para as oficinas do evento. A primeira visita foi na sala que trabalhou os Direitos da Criança e dos Adolescentes. Nesta sala, ao som da música "Aquarela, de Toquinho", os alunos do 2° H, apresentavam fotos sobre a violência infantil e os direitos da criança e dos adolescentes assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente - ECA. A segunda oficina visitada foi a que trabalhou a Cultura Afro-brasileira. Ao som de músicas africana, os alunos apresentavam aos seus visitantes as particularidades da culinária africana e distribuíam comidas típicas oriundas do continente africano e que se encontram presentes no nosso país. Expressões musicais como o axé, reggae e a capoeira também foram apresentados como componentes dos estilos enraizados na cultura africana trazidas por esses povos para o Brasil. A terceira oficina visitada pelas bolsistas, foi a que trabalhou as religiões africanas, onde as alunas do 2° E, vestidas a caráter, apresentaram de forma envolvente as religiões africanas. Algumas ousaram jogar búzios para os visitantes, enquanto outras faziam comparações dos santos africanos com os santos católicos. A quarta e última oficina visitada, foi a que trabalhou a Homofobia. De uma forma clara e objetiva, os alunos do 3° ano apresentaram a homossexualidade como um direito do ser humano a ser preservado e respeitado em nossa e em qualquer outra sociedade, sob pena de detenção ou pagamento de multa para aqueles que de alguma forma forem contra a lei do Artigo 5° da Constituição Federal de 1988, violentando ou causando qualquer tipo de sofrimento contra os amantes do mesmo sexo. Representante da ONG LGBT de Campina Grande estiveram presentes nesse oficina, onde ajudaram os alunos com a preparação da mesma e fizeram algumas considerações sobre as violências cometidas contra homossexuais, bem como seus direitos à igualdade dentro de uma sociedade democrática de direito.
PIBID Sociologia/CH
Relatório da primeira reunião de Planejamento
e Avaliação -
2013
1. Identificação:
Nome do evento: Reunião de Planejamento e Avaliação 2013;
Local: Sede da Unitrabalho/Campus da UFCG - Campina Grande
Data: 22 de fevereiro de 2013;
Horas: 14 às 18h;
Público: Todo o coletivo do PIBID Sociologia/CH
Pauta: Informes gerais; informes da reunião dos coordenadores de área do PIBID para avaliação e planejamento; avaliação da trajetória do PIBID e planejamento para 2013. Encaminhamentos
Responsável: Prof. Severino José de Lima - Coordenador de área
2. Objetivos:
Avaliar a trajetória de 2012 e planejar o semestre de 2013.
3. Considerações iniciais:
A reunião começou com informes gerais e a avaliação das atividades, entre elas a não realização de um curso sobre métodos e técnicas de pesquisa de forma que fornecesse ferramentas para a sistematização dos diagnósticos das escolas conveniadas. Como o professor responsável não se fez presente na reunião, postergou-se para depois o debate sobre o assunto. A professora supervisora do PIBID Maria do Socorro Costa informou sobre o adiamento das aulas da Escola Estadual de Ensino Médio e Profissionalizante Elpídio de Almeira/Prata, sem que isso pudesse impedir a realização de outras atividades, como o curso proposto sobre métodos e técnicas de pesquisa.
Apenas um dos faltosos justificou a ausência - falta de transporte estudantil para as duas primeiras semana de aulas da UFCG. Em seguida o professor Severino José de Lima - Coordenador do subprojeto passou para os outros pontos da pauta da reunião: Informe do Encontro de Coordenadores de área do Programa Institucional PIBID UFCG com vista na sua avaliação e planejamento estratégico, durante os dias 18 e 19 de fevereiro do corrente; e avaliação de nosso subprojeto e adoção de medidas para atingir as suas metas.
4. Avaliação e planejamento:
O encontro de coordenadores do PIBID foi uma reunião de trabalho e de caráter deliberativa; várias questões foram colocadas na mesa e decisões foram tomadas como aquelas relativas ao IV Encontro do PIBID UFCG; eleição do novo coordenador institucional do PIBID UFCG, entre outras. Inicialmente houve informes gerais, depois Luciano Barosi fez uma apresentação de aspectos do PIBID, apresentando a sua evolução, seu crescimento e os seus desafios, entre outros aspectos. Seguiram-se as discussões sobre o assunto. A tarde do primeiro dia, conforme o professor Xangai relatou, passou-se a fase de planejamento, iniciando-se com a apresentação da ferramenta SWOT.
Seguiram-se os trabalhos de grupo, e posteriormente a discussão dos resultados. No dia seguinte, dia 19/02 foi a reunião deliberativa, de onde foram tomadas as seguintes deliberações, entre outras:
*Falta apresentação de relatórios de subprojetos: prazos até 31 de janeiro;
*Eleição do novo coordenador institucional: Eleito: professor Marciano Henrique de Lucena Neto - Campus de Cuité;
*Anais do III Encontro do PIBID: Escolhas de responsáveis para agendar prazos para o envio de trabalho e regras/normas de publicação; além de se responsabilizar pelas outras tarefas até a publicação do produto final. Eleitos: Professor Flávio, da Filosofia, e Professor Zé Carlos, da Física.
*Recursos de custeio do PIBID. Por subprojeto: 4 parcelas de R$ 500,00 a serem alocadas em casa subprojeto cobrindo as rubricas: material de consumo, serviços de terceiros (pessoas físicas e jurídicas) e passagens e diárias. Cotas de xerox de cada subprojeto - contrato de 20 mil cópias com a prestadora de serviço que se localiza em frente a Editora Universitária. Grande parte do dinheiro de diátas e passagens está destinada aos alunos bolsistas. Portanto, alunos/as que forem para os eventos da ABECS (Aracajú). Eneseb (Fortaleza) e Intercâmbio de PIBID's em João Pessoa - informou o professor relator, devem apresentar solicitações com antecedência, apresentando comprovantes de inscrição e de participação.
*Eleição da comissão acadêmica responsável pela organização e realização do IV Encontro do PIBID da UFCG. (Ver relatório em anexo da primeira reunião dessa comissão). Data: nas primeiras semanas de julho, em Campina Grande. Buscará possível participação do PIBID da UEPB.
Terminado o relato e informadas as decisões tomadas naquele evento do PIBID Institucional/UFCG, seguiu-se ao segundo ponto da pauta: avaliação do subprojeto Sociologia/CH. Na avaliação constatou-se que embora se estivesse dado passos importantes para o atingimento das metas a apresentados dos produtos está preconizada, há muito o que fazer. Mesmo assim, ponderou-se que o PIBID/Sociologia/CH foi iniciado num atípico em face da greve dos docentes, dos discentes e dos funcionários da UFCG; de eleição para a reitoria da UFCG, inclusive de eleição para prefeitos. Além disso, atrasos no calendário das escolas da rede estadual de Educação, em função de adequações quanto ao PROEMI, entre outras, como a não realização do curso de métodos e técnicas de pesquisa. Após questionamentos, justificativas e debates, tomou-se decisões sobre os seguintes problemas e questões:
*Os alunos/as bolsistas ainda não estão exercitando a preparação e execução de aulas: houve a sua apresentação aos alunos nas salas de aula e estes, entre outras atividades, passaram a acompanhar as professoras nas salas e exerceram atividades auxiliares, inclusive participando e ajudando na realização de oficinas, seminários e orientação em atividades de exercício da pesquisa pelos alunos das escolas. Estas atividade, no entanto, conforme se avaliou, foram importantes para que os/as alunos/as bolsistas da UFCG se familiarizassem com o ambiente escolar e construíssem com o alunado e outros atores da comunidade escolar relações de respeito mútuo e colaboração. Houve quem colocasse o problema de que alguns/mas bolsistas estavam resistindo ao exercício da docência; não ficando claro se por medo, inibição ou sentimentos de insegurança e de despreparo. Debates sobre o assunto. Viu-se que questões básicas tinham sido vencidas, tais como estudo/conhecimento das Orientações Curriculares Nacionais de Sociologia no Ensino Médio (OCN'S); foi devidamente discutido o Ensino Médio Inovador e suas implicações curriculares e didáticas. Foi apresentado e discutido o Plano de Ensino para as três séries do Ensino Médio; e houve o esforço de entrosamento dos/as alunos/as no cotidiano e escolar e com os principais atores da comunidade escolar. Decisão: realização de oficina sobre Plano de Aula a ser realizada na próxima reunião do dia 25/02 (segunda-feira)
*Esvaziamento da reunião. Apesar de justificativas da falta de presenças de pessoas imprescindíveis sem justificativa; notou-se certo descompromisso e lentidão na realização de tarefas, incluindo a presença em reuniões cujo objetivo é avaliar e tomar decisões importantes para o andamento do subprojeto. Decidiu-se reforçar a divulgação da próxima reunião de segunda-feira, horário das 16 horas às 18 na UFCG. Caso houvesse ausências sem justificativas devidas, se tomariam novas providências;
*Debateu-se o cumprimento de metas (conclusão e sistematização da pesquisa-diagnóstico das duas escolas; institucionalização do grupo de Estudos e Pesquisas sobre Docência da Sociologia no Ensino Médio; realização e parceria com a Secretaria de Educação e Associação dos Cientistas Sociais da Paraíba, do I Seminário sobre a Sociologia no Ensino Médio). Também o cumprimento de tarefas e apresentação de produtos: enviar os trabalhos para serem publicados nos editais do III Encontro do PIBID/UFCG; sistematização de relatórios de oficinas e de aulas, entre outras atividades, incluindo a construção de planos de aulas em função de sistematização/produto de uma Coletânea de Planos de Aulas por tema/assunto e série de Ensino Médio. Tarefas a serem realizadas em função do IV Encontro de Iniciação a Docência da UFCG; viu-se que a realização das estratégias, metas e tarefas anteriores são imprescindíveis para a participação mais qualificada dos pibidianos de Sociologia nesse evento.
Sem mais nada a tratar e esgotada a pauta da reunião, a mesma foi encerrada com o compromisso de todos/as fazerem-se presentes na próxima reunião.
Subprojeto PIBID SOCIOLOGIA/CH
Relatório de atividades
Oficinas de Planos de Aula / 2° Etapa
04/03/2013
1. IDENTIFICAÇÃO:
1.2. Tipo
de Atividade: Oficina
1.3. Tema /
Assunto: Preparação e Execução de Aulas;
1.4. Local:
Núcleo da Unitrabalho/Campus da UFCG
1.5. Data:
04/03/2013
1.6. Hora: 16 – 18 horas;
1.7. Público:
As duas Equipes PIBID SOCIOLOGIA: Escolas: Estadual da Prata e Severino Cabral. Alunos bolsistas PIBID, Supervisores e Coordenadores.
2. OBJETIVOS:
Estudar, debater e construir programas de
curso: planos de aula, preparar, fazer a aula acontecer e avaliá-la de forma
coletiva.
1. DESENVOLVIMENTO DA REUNIÃO:
A Oficina começou
no horário previsto mesmo com o atraso justificado do Supervisor do Severino
Cabral. Estiveram presentes todos os
professores supervisores e coordenadores. Compareceram 10 bolsistas. Faltaram 04
e apenas 01 justificou a sua falta por motivo de saúde e inclusive com atestado
médico.
A oficina foi iniciada pela Professora Maria do
Socorro de Oliveira Costa, da Escola Estadual de Ensino Médio e Profissionalizante Elpídio de
Almeida. Relatou como tinha ocorrido a
primeira etapa da Oficina, a qual como tinha sido decidido em reunião anterior,
deveria acontecer nas escolas conveniadas sob a orientação dos/as
supervisores/as. Em seguida apresentou
oralmente o Plano de Aula, sem nenhum recurso visual ou mediante cópias do Plano
de Aula produzido e distribuídos com os participantes para que os mesmos pudessem
acompanhar a sua exposição. Mesmo antes de terminar a exposição, questionou-se
a professora sobre a falta de didática para apresentar o próprio plano, uma vez
que todos os participantes deveriam tê-lo em mãos para melhor acompanhar e
refletir sobre a experiência apresentada. Com o plano em mãos poderiam
acompanhar no segundo momento e que era o da própria execução da aula, anotando
questões relativas a sua avaliação tais como:o formato e a coerência do plano de aula; objetivos
da aula, recursos didáticos utilizados e a sua adequabilidade ao Assunto e ao
público (alunado de ensino médio), domínio de conteúdo, tempo de 50 minutos, dinâmica
de aula, fluência e outros. Tais procedimentos se tivessem sido utilizados,
certamente, ajudariam de maneira mais sistemática ao debate sobre as
experiências apresentadas mediante identificação de aspectos positivos, críticas
e sugestões.O segundo impasse aconteceu também com relação ao Severino Cabral; o
pessoal dessa Escola também não tinha se preparado para apresentar a aula
planejada e nem sequer o próprio Plano de Aula. Justificativa: além de
dificuldades outras, estava havendo falta de compromisso dos/as alunos/as e não
tinham entendido que teriam que apresentar a aula planejada. Seguiu-se o debate
sobre essa falta de compromisso e a necessidade de se tomar medidas de gestão
no âmbito do Projeto, inclusive desligando alunos/as do Programa. Em seguida
discutiu-se e se aprovou as seguintes decisões: listas de presença em todas as atividades e os faltosos ao
obterem três faltas não justificáveis seriam desligados do programa; exigir dos
alunos bolsistas pontualidade, assiduidade, planejamento das aulas e domínio de
conteúdo; sendo imprescindível a
orientação das/as Supervisores/as; decidiu-se
que todas atividades teriam relatórios: aulas, oficinas, encontros; os
relatórios de aulas e outros poderão ser elaborados semanalmente. Discutiu-se e
debateu-se a sugestão de se ter um calendário de atividades/agenda prefixada para
que todos/as pudessem compatibilizar suas outras tarefas com as do PIBID.
DECISÃO
ACORDADA: reuniões todas as segundas feiras das 16 às 18 horas; alternando-se
reuniões do Coletivo no Campus da UFCG e as reuniões das Equipes em suas
respectivas escolas. Outros assuntos discutidos e encaminhados: Oficina sobre
Métodos e Técnicas de Pesquisa, com o Professor
Fábio Machado. Esta ocorrerá em fins de Semana e dará reforço a sistematização
do Diagnóstico. Sobre o Diagnóstico, o Professor Xangai explicou que ele deve ser
feito com a participação efetiva dos
alunos como oportunidades de
aprendizagem e desenvolvimento de habilidades e de discussão teórico. Então,
não teria sentido o Coordenador ou outro/a professor/a sistematizá-lo e
entregá-lo pronto aos bolsistas e as escolas. De fato. Prosseguiu o Professor;
estamos diante de uma tarefa de pesquisa, pois nós pibidianos
realizamos pesquisa, ensino e extensão enquanto visão e prática sistêmica de
nosso trabalho. Falou-se sobre os eventos que vão ocorrer sobre ensino da
sociologia na Educação Básica e a nossa participação. Quanto a compatibilização
das atividades dos alunos/as bolsistas com as aulas e outras tarefas nas escolas
conveniadas, decidiu-se que esse assunto é da alçada dos supervisores: caberão a
eles/as junto com os alunos e mediante
cada contexto estabelecer os horários e realizar e as escalas de trabalho de
cada um/uma. Por fim, decidiu-se que: a próxima etapa da referida Oficina de
preparação e de execução de planos de aulas será na próxima Segunda Feira, dia
11 de março de 2013.
CONSIDERAÇÕES FINAIS:
Pela primeira vez, no Coletivo, viu-se a
necessidade de maior atenção por parte dos Coordenadores e Supervisores quanto ao
controle das atividades e tendo como instrumento de listas de presença e
relatórios sistemáticos de atividades. Além disso, sentiu-se a
necessidade de se estabelecer espaços democráticos de discussão e de tomada de
decisões coletivas evitando-se posturas
autoritárias, mas também o seu outro
extremo que é a licenciosidade.
Prof. Severino
José de Lima, em 04 março de 2013
Resumos dos trabalhos apresentados
Resumos dos trabalhos apresentados
Os
desafios da sociologia no Ensino Médio no contexto de Campina Grande – PB
Silmara Alves
Suziane Silva Albuquerque
Mary Elenn Campos Soares
Resumo: Este trabalho
expõe os desafios enfrentados pelos licenciandos em Ciências Sociais no
contexto da Paraíba a começar na luta pelo direito ao trabalho na rede de
escolas públicas. Em 2008, foi realizado pelo Governo da Paraíba o primeiro
concurso público, para a contratação de professores de sociologia. Depois de
quase 4 anos de luta, finalmente foram contratados 172 professores de
sociologia. Mas, aquela luta em defesa do campo profissional do professor de
Sociologia no Ensino Médio prossegue. A reivindicação em torno de uma carga
horária mínima para a disciplina deve ser vista como parte da luta pela
afirmação e reconhecimento da importância da disciplina e de valorização do
professor de Sociologia. Assim, o horário destinado a disciplina de 50 minutos
por semana, implica primeiramente que um professor que ensine Sociologia teria
que completar a carga horária de 40 horas/aula lecionando em mais de uma escola
ou por muitas vezes lecionar outras disciplinas, isso termina onerando o bolso
do professor e toma o seu próprio tempo livre em face do distanciamento das
escolas onde atua. Com a implantação do Programa Ensino Médio Inovador
(PROEMI), os professores passaram a ter várias turmas, além dos macrocampos,
tendo que permanecer em uma única escola, sem aumento salarial. Já é tempo da
categoria através de suas entidades representativas; encetar esforços junto às
agências de fomento para construir e implantar uma experiência de programa de
pós-graduação para formação de professores de sociologia no Ensino Médio. Na Paraíba,
não é diferente de outros lugares do país, os desafios, conforme elencados,
continuam e certamente despertam e mobilizam a nossa capacidade de articulação
e de reivindicação da própria luta.
Palavras-chave: Ensino
de sociologia; ensino médio; problemas; desafios.
Resumos dos trabalhos apresentados
OS LIMITES E DESAFIOS DO PIBID DE SOCIOLOGIA CH/UFCG NO ENSINO MÉDIO PÚBLICO
Mary Elenn Campos Soares
Valéria Patrícia Araújo Silva
PriscyllaKarlla De Oliveira Silva
Este trabalho tem como objetivo apresentar e discutir os principais limites e desafios do PIBID, enquanto formação docente em Ciências Sociais. Acreditamos que esse trabalho é bastante pertinente, pois ultrapassa os limites da literatura, se colocando como um verdadeiro espelho da nossa realidade. Quando estamos elencando e discutindo problemas e desafios, estamos ancorados na nossa própria realidade, especificamente no PIBID de Sociologia do Centro de Humanidades da UFCG. O maior desafio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência é sem dúvida trabalhar a interdisciplinaridade e a transdisciplinaridade. Se tratando dos PIBID'S da UFCG/CH, podemos dizer que não houve até agora um dialogo entre ambos, a fim de buscarem construir atividades que venham contribuir positivamente com o ensino-aprendizagem das escolas do Ensino Médio, até porque, muitos desses PIBID'S exercem suas atividades em uma mesma instituição. Uma das limitações encontradas no PIBID Sociologia/CH é heterogeneidade dos bolsistas tendo como uma grande dificuldade trabalhar com licenciandos que estão entre o 2° e o 7° período de curso. Outro desafio do PIBID tem sido trabalhar a produção de conhecimento, ou seja, como transformar o trabalho do professor na escola de Nível Médio, em tema de pesquisa. Faltam aos indivíduos no subprojeto, os devidos apoios materiais além de condições de trabalho para esse tipo de tarefa. Vale ressaltar que a Sociologia tem apenas 50 minutos por semana para existir enquanto disciplina nas escolas conveniadas. Apesar dos limites e desafios, coordenadores, professores, supervisores e bolsistas do PIBID, têm realizado um esforço homérico para superar tais problemas, tentando sistematizar as experiências em curso nas escolas que exercem suas atividades. Acreditamos que o PIBID é uma excelente oportunidade para a formação dos nossos universitários, possibilitando a produção de alternativas concretas para se repensar a formação dos licenciandos a partir da própria formação curricular, contribuindo de forma essencial para os cursos de licenciatura. Os desafios estão postos e não podemos perder as esperanças de mudança desse status quo e na luta incessante para a qualificação docente enquanto profissão.
Este trabalho discute o ensino da Sociologia nas escolas de nível médio como modalidade e possibilidade de intervenção social. Enfatiza que este modo de intervenção social implica, entre outras questões, em se refletir a atual formação de professores como tarefa da Universidade. Defende a hipótese de que, tal intervenção, no entanto, poderá ser inócua ou simplesmente reprodutora do status quo a depender do próprio referencial político pedagógico que adote e do referencial sociológico que lance mão. Aliado a uma perspectiva pedagógica crítica, é necessário perguntar-se como ponto de partida que tipo de Sociologia seria necessária para contribuir com a formação de jovens capazes de discernir e agir com uma visão crítica de sua realidade e mediante o exercício de sua cidadania de forma esclarecida e empoderada. Ora, a contribuição da docência da Sociologia no Ensino Médio na formação da cidadania é um objetivo que está posta da própria LDB (Lei 9.394/96, 1°, III). É esse fim que nos serve de ponto de partida para problematização de nosso tema de reflexão. Então, como relacionar "conhecimento sociológico" com "exercício de cidadania" (Idem, ibidem) sem que os processos educativos sejam capazes de formar "massa crítica" e empoderamentos juvenis para o exercício de uma cidadania ativa? Nessa linha de raciocínio, embora as OCN busquem superar a pedagogia das competências e das habilidades criticada pelo seu matiz neoliberal, ainda permanece o contraditório que afirma o conhecimento sociológico como tecnologia e/ou a ênfase no seu uso meramente pragmático. (Santos: 2001: 138-142). Para apoiar a nossa reflexão teórica, nos apoiamos em Florestan Fernandes (Fernandes, 1991, p. 109-136 e 170-197; (Ianni: 1991 p. 7-45, 1989, p. 92-236).) inspirados na própria referência deste autor contida nas OCN, o qual citando Mannheim considera que a análise e a coordenação consciente dos processos sociais tornam-se necessárias em sociedades onde imperam o costume e a tradição. Bem sabemos que vivemos numa sociedade em que as pautas da tradição e do atraso, principalmente político, parecem submeter à modernidade aos seus desígnios (OCN, 2006, p. 110-11).
ENSINO DA SOCIOLOGIA NA EDUCAÇÃO BÁSICA COMO MODO DE INTERVENÇÃO SOCIAL
Valéria Patrícia Araújo Silva (UFCG)
Mary Elenn Campos Soares (UFCG)
Severino José de Lima (UFCG)
Este trabalho discute o ensino da Sociologia nas escolas de nível médio como modalidade e possibilidade de intervenção social. Enfatiza que este modo de intervenção social implica, entre outras questões, em se refletir a atual formação de professores como tarefa da Universidade. Defende a hipótese de que, tal intervenção, no entanto, poderá ser inócua ou simplesmente reprodutora do status quo a depender do próprio referencial político pedagógico que adote e do referencial sociológico que lance mão. Aliado a uma perspectiva pedagógica crítica, é necessário perguntar-se como ponto de partida que tipo de Sociologia seria necessária para contribuir com a formação de jovens capazes de discernir e agir com uma visão crítica de sua realidade e mediante o exercício de sua cidadania de forma esclarecida e empoderada. Ora, a contribuição da docência da Sociologia no Ensino Médio na formação da cidadania é um objetivo que está posta da própria LDB (Lei 9.394/96, 1°, III). É esse fim que nos serve de ponto de partida para problematização de nosso tema de reflexão. Então, como relacionar "conhecimento sociológico" com "exercício de cidadania" (Idem, ibidem) sem que os processos educativos sejam capazes de formar "massa crítica" e empoderamentos juvenis para o exercício de uma cidadania ativa? Nessa linha de raciocínio, embora as OCN busquem superar a pedagogia das competências e das habilidades criticada pelo seu matiz neoliberal, ainda permanece o contraditório que afirma o conhecimento sociológico como tecnologia e/ou a ênfase no seu uso meramente pragmático. (Santos: 2001: 138-142). Para apoiar a nossa reflexão teórica, nos apoiamos em Florestan Fernandes (Fernandes, 1991, p. 109-136 e 170-197; (Ianni: 1991 p. 7-45, 1989, p. 92-236).) inspirados na própria referência deste autor contida nas OCN, o qual citando Mannheim considera que a análise e a coordenação consciente dos processos sociais tornam-se necessárias em sociedades onde imperam o costume e a tradição. Bem sabemos que vivemos numa sociedade em que as pautas da tradição e do atraso, principalmente político, parecem submeter à modernidade aos seus desígnios (OCN, 2006, p. 110-11).
OS DESAFIOS NA IMPLEMENTAÇÃO DO PROGRAMA PIBID DE SOCIOLOGIA NA ESCOLA E.E.E.M. SEVERINO CABRAL
Suziane Silva Albuquerque - UFCG/PIBID
Priscylla Karla de Oliveira Silva - UFCG/PIBID
Silmara Silva Alves - UFCG/PIBID
O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID tem como intuito promover uma formação inicial e continuada de professores que possam responder satisfatoriamente aos desafios do ensino de sociologia na educação básica. Tendo como objetivo a inserção de alunos de licenciatura de Ciências Sociais na rede pública de educação, elevando a qualidade da formação profissional e acarretando na valorização do magistério, privilegia a relação teoria e prática. Como discentes, os universitários tem a oportunidade de obter experiência na prática de ensino e na formação de cidadãos com condição para se conduzir de forma autônoma, moral e intelectual. O PIBID está inserido no Programa Ensino Médio Inovador - PROEMI, ambos adotados pela Escola E.E.E.M. Severino Cabral, com implementação de 8 macrocampos (Acompanhamento pedagógico; Iniciação Científica e Pesquisa; Cultura Corporal; Cultura e Artes; Comunicação e uso de Mídias; Cultura Digital; Participação Estudantil e Leitura e Letramento), os quais abraçam de forma interdisciplinar: trabalho, ciência, tecnologia e cultura, ampliando o tempo de permanência do aluno na escola com o objetivo de melhorar a aprendizagem do aluno. Contudo, contextualizando, a escola inserida nesse processo são encontrados pontos negativos acerca do programa, tais como: evasão escolar do alunado, falta de entendimento da comunidade escolar do que seja o ProEMI; falta de estrutura física para a execução do programa; falta de capacidade para o exercício do programa, incapacidade de compreensão do funcionamento dos macrocampos, pois o mesmo não deve ser considerado como algo alternativo, sendo este um esforço escolar. Os macrocampos devem ser encarados como eixo de toda orientação curricular, incluindo a articulação deles entre si, esse fato implica em outros desafios, como a criação e desenvolvimento de novos instrumentos de trabalho e revisão de processo de ensino-aprendizagem. ProEMI no entanto, não parece ainda ter despertado nas universidades e particularmente na Paraíba a importância de uma articuação interinstitucional no sentido do diálogo, do debate e da própria produção acadêmica, entre outras ações que possam superar o hiato que separa as universidades das públicas.
Resumos dos trabalhos apresentados
O USO DOS JOGOS COMO ESTRATÉGIA DE
ENSINO DE SOCIOLOGIA NA ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO MÉDIO E PROFISSIONALIZANTE
DR. ELPÍDIO DE ALMEIDA
Josemário da Silva (UFCG); Eliete Alves de Sousa (UFCG); Mary Elenn Campos Soares (UFCG); Thayse Sonally Porto (UFCG)
Resumo:
Este trabalho tem como base apresentar a experiência em andamento dos bolsistas
do Subprojeto Sociologia que atuam na Escola Estadual de Ensino Médio e
Profissionalizante Dr. Elpídio de Almeida. Sentimos a necessidade de dinamizar
nossas intervenções em sala de aula, de acrescentar inovações em relação às
aulas tradicionais, de facilitar a compreensão e de estimular os alunos para
estudarem Sociologia, disciplina essa que sofre rejeição por parte dos alunos
secundaristas. Sendo assim escolhemos trabalhar com o uso de jogos didáticos,
já que estes permitem alcançar os objetivos anteriormente descritos, levando em
consideração esse fatores, temos inseridos nas nossas aulas os jogos,
inicialmente o de tabuleiro e o de perguntas e respostas. Até o presente
momento percebemos que essa técnica tem produzido resultados positivos e tem
sido proveitosa tanto para os alunos secundaristas como para os alunos
bolsistas, já que atende aos objetivos da utilização deste recurso didático.
Palavras-chave:
jogos didáticos; experiência; estimulo ao aprendizado.
RELATO
DO USO DE DOS JOGOS DIDÁTICOS NAS AULAS DE SOCIOLOGIA
Este
trabalho tem como objetivo relatar a experiência inicial dos alunos do PIBID de
Sociologia da Universidade Federal de Campina Grande sobre o uso da ferramenta
dos jogos didáticos. No momento em que adentramos na realidade escolar,
percebemos que a referida disciplina sofre uma grande rejeição por parte dos
alunos, a partir dessa percepção sentimos a necessidade de tornar a disciplina
atrativa assim como também motivá-los a compreenderem os assuntos das aulas e
mostrá-los a importância da disciplina tanto no ambiente escolar como para a
vida prática, tendo em vista que um dos papéis da sociologia é formar cidadãos
críticos e capazes de discernir as várias alternativas que eles possam ter,
para dessa forma poderem exercitar a sua cidadania.
Platão
já dizia: Deixem as lições tomar forma de jogo. Assim começamos, então, a
inserir os jogos didáticos nas aulas de sociologia Inicialmente ministramos as
aulas regulares conforme plano de curso. A partir das aulas ministradas,
escolhemos as aulas sobre Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber (assunto
ministrado na turma do 3° C) e a aula sobre “As formas de organização do
trabalho nas sociedades capitalistas: taylorismo, fordismo e toyotismo”
(assunto ministrado no 2° A), por percebermos que esses temas deveriam ser mais
bem enfatizados. A proposta de trabalhar esses assuntos a partir do uso dos
jogos didáticos funcionou como um exercício de fixação do que foi estudado,
dentro de uma perspectiva sociológica.
A Sociologia, como
espaço de realização das Ciências Sociais na escola média, pode oferecer ao
aluno, além de informações próprias do campo dessas ciências, resultados das
pesquisas as mais diversas, que acabam modificando as concepções de mundo, a
economia, a sociedade e o outro, isto é, o diferente – de outra cultura,
“tribo”, país, etc.” (EDUCAÇÃO M. BÁSICA E. S. 2006, p. 105)
Realizamos
até o presente momento dois tipos de jogos, o de “Perguntas e respostas” e “Jogo
de tabuleiro”. Que respectivamente funcionaram da seguinte forma: Foi
ministrada a aula sobre “As formas de organização do trabalho nas sociedades
capitalistas: taylorismo, fordismo e toyotismo”, ao final da aula a bolsista informou
aos alunos que no próximo encontro em sala de aula eles deveriam se dividir em
dois grupos, cada um, representado por uma cor. No encontro destinado a
atividade os grupos se uniram e as perguntas iam sendo feitas de forma
intercalada e respondidas ou não pelos grupos, quando não respondidas, a
bolsista fazia as intervenções necessárias os estimulando a responderem ou reexplicando
o assunto.
O
segundo jogo, o de tabuleiro, que possui regras pré-estabelecidas, se deu da
seguinte maneira, a turma foi dividida em quatro grupos, cada equipe
representada por uma cor e com o auxílio dos dados o jogo ia seguindo o seu
percurso, cada grupo no momento da sua jogada avançava as casas que poderiam
conter perguntas sobre o conteúdo estudado, no caso os três clássicos da
Sociologia, “Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber”, outras continham
“punições”, como por exemplo, “volte três casas”, definições, informações,
dentre outras particularidades.
Esse
é um plano de trabalho que foi iniciado e que queremos dar continuidade, pois
percebemos que essa técnica produziu resultados satisfatórios, foi proveitosa
tanto para os alunos como para os bolsistas do PIBID. Percebemos que a inovação
nas aulas tradicionais foi bem aceita, a compreensão do conteúdo estudado foi
facilitada e os alunos foram instigados a prestarem atenção nas aulas,
realizarem anotações e se prepararem para a saudável competição que lhes foi
proposta.
O jogo é um suporte
de aprendizagem que permite desenvolver: - competências de socialização, por
meio do respeito às regras, da descentralização necessária, do desenvolvimento
da autonomia, da cooperação [...] competências disciplinares e didáticas [...]
competências e capacidades tais como memorização, criatividade, imaginação,
concentração, atenção, escuta, aplicação de regras, verbalização, comunicação,
confrontação de pontos de vista, habilidade motora. (PERRENOUD, P. et al. p.
55. 2005.)
ANEXOS:
PERRENOUD, P. et al. A Escola de A a Z: 26
maneiras de repensar a educação / Porto Alegre: Artmed, 2005. 144p. ; 23cm.
Ciências
humanas e suas tecnologias / Secretaria de Educação Básica. – Brasília: Ministério
da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2006. 133 p. (Orientações
curriculares para o ensino médio; volume 3).


